
Publicado em 30 de Abril de 2026
A rejeição no Senado do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou uma derrota histórica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (29/4).
Messias recebeu 42 votos contra e 34 a favor de sua indicação. A votação foi secreta, ou seja, não é possível saber como os senadores votaram.
A rejeição no plenário veio após uma longa sabatina com Messias durante esta quarta-feira, realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A última vez que um nome indicado por um presidente para a Corte foi rejeitado pelo Senado ocorreu há 132 anos — o que fez com que parlamentares da oposição celebrassem o resultado.
Um deles foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que participou da sabatina de Messias. Ele publicou uma mensagem no X afirmando que a rejeição do indicado de Lula mostra que "o Brasil tem futuro".
"Por 42 votos a 34, o Senado fez história e evitou que a esquerda e o PT aparelhassem ainda mais o Estado e a Justiça. Podemos dizer com confiança que o Brasil tem futuro", escreveu.
Assim como ele, o senador Sergio Moro (PL-PR), que durante a sabatina fez críticas à indicação de Messias, alegando "que não era o momento para preenchimento da vaga no STF", também comemorou a rejeição.
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