
Publicado em 27 de Maio de 2026
No primeiro quadrimestre de 2026, o Governo do Estado aplicou R$ 783,1 milhões em ações e serviços públicos de saúde entre janeiro e abril deste ano. O balanço foi apresentada em audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) realizada nesta terça-feira (26). Apesar do volume de investimentos, o percentual aplicado com recursos próprios ficou em 10,23% da receita de impostos e transferências constitucionais, abaixo do mínimo constitucional de 12%. De acordo com o relatório, o Estado liquidou R$ 696,7 milhões em recursos próprios para a saúde no período. Para atingir o percentual mínimo exigido pela Constituição, seria necessário investir R$ 816,9 milhões, o que representa uma diferença de R$ 120,2 milhões.
Os dados mostram que os recursos estaduais continuam sendo a principal fonte de financiamento da saúde pública em Mato Grosso do Sul, respondendo por 87,41% das despesas liquidadas. Já os recursos federais transferidos fundo a fundo representaram 11,31%, enquanto os valores destinados ao piso da enfermagem corresponderam a 0,88%. Outros recursos e emendas especiais completam o montante. Mesmo abaixo do índice
Em 2023, o Estado havia aplicado 8,42% da receita líquida em saúde; em 2024, o índice ficou em 8,67%; e em 2025 subiu para 9,60%, chegando agora a 10,23%.
O presidente da Comissão de Saúde da ALEMS, deputado Lucas de Lima (PL), destacou a importância da transparência e da fiscalização permanente dos recursos públicos aplicados na saúde. Segundo o parlamentar, a realização periódica das audiências permite que a população acompanhe de perto os investimentos e cobre melhorias no atendimento. “Consideramos fundamental a presença da Secretaria de Saúde nesta Assembleia, a cada quatro meses, para apresentar um relatório detalhado dos gastos realizados em Mato Grosso do Sul. Atualmente, recebemos diversas demandas da população, que analisamos em conjunto, abordando questões como os casos de chikungunya, as campanhas de vacinação em andamento e a parceria público-privada do governo estadual no Hospital Regional”, afirmou.
Voltar