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Ressonância no Hospital Regional de Dourados reduz viagens e anos de espera por diagnóstico no SUS

Publicado em 22 de Junho de 2026

A viagem de Adelina Sales começou quando a maioria das casas ainda dormia. Moradora da zona rural, ela levantou à meia-noite e saiu de casa por volta das três da manhã para conseguir chegar ao Hospital Regional de Dourados quase às sete. O cansaço da estrada se somava a uma espera bem mais longa: havia cerca de quatro anos que ela aguardava a realização de uma ressonância magnética pelo Sistema Único de Saúde.

Em tratamento por causa de artrose no joelho, Adelina já havia passado por consultas, encaminhamentos e até feito um exame anterior fora de Mato Grosso do Sul. Ainda assim, seguia à espera de uma nova avaliação que pudesse ajudar na continuidade do tratamento. A chamada para realizar o exame no HRD representou, para ela, mais do que a marcação de um procedimento. Foi a interrupção de uma espera que atravessou anos.

“Levantamos meia-noite para poder estar aqui. Saímos de casa às três da manhã e chegamos quase às sete. Foi cansativo, mas graças a Deus deu tudo certo”, contou. “A gente mora na roça e ficava esperando, esperando, e nunca saía. Agora saiu, graças a Deus.”

A instalação do primeiro aparelho de ressonância magnética da rede pública no Hospital Regional de Dourados começou a alterar a rotina de pacientes como Adelina, especialmente moradores de cidades do interior, distritos e comunidades rurais.

O equipamento entrou em funcionamento no dia 27 de abril e passou a atender a macrorregião do Cone Sul, formada por 34 municípios. Com capacidade estimada para cerca de 500 exames por mês, o serviço diminui a necessidade de deslocamentos para outros centros e aproxima exames de alta complexidade de pacientes que dependem exclusivamente da rede pública.

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Diário Diretor: Nilson Pereira
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